• Home
  • Sobre o Blog
    • Quem Somos
    • O que Cremos
    • Contato
  • Assuntos
    • Jesus
    • Batalha Cristã
    • Vida Cristã
    • Devoção
    • Piedade
    • Oração
    • Santificação
  • Veja tambem
    • Videos
    • Audios
    • Conferências
  • Livros
    • Vida Cristã
    • Devocionais
    • Biografias
  • Cremos
  • Contato

A Batalha Cristã

Ajudando a Igreja na Batalha contra o pecado

Mostrando postagens com marcador devoção. Mostrar todas as postagens

6 Sugestões para aprimorar sua leitura

►
6SugestoesParaAprimorarSuaLeitura
1. Mantenha projetos regulares de leitura. Organizo minhas estratégias de leitura em seis categorias: teologia, estudos bíblicos, vida na igreja, história, estudos sobre culturas e literatura. Sempre tenho alguns projetos em andamento, em cada uma dessas categorias. Seleciono livros para cada projeto, e os leio de capa a capa em um determinado período de tempo. Isso me ajuda a ter disciplina em minhas leituras e me mantém trabalhando em diversas áreas.
2. Trabalhe com porções maiores das Escrituras. Estou terminando uma série de exposições no livro de Romanos, pregando versículo após versículo. Tenho pregado e ensinado diversos livros da Bíblia nos últimos anos e planejo minhas leituras de modo a continuar progredindo. Estou passando para o livro de Mateus, coletando informações e seguindo em frente – ainda não planejei mensagens específicas, mas estou lendo para absorver o máximo possível de obras valiosas a respeito do primeiro evangelho. Leio constantemente obras de teologia bíblica e estudos exegéticos.
3. Leia todos as obras de alguns autores. Escolha com cuidado, mas identifique alguns autores cujos livros mereçam sua atenção. Leia tudo o que eles escreveram, observe como suas mentes trabalham e como desenvolvem seus pensamentos. Nenhum autor pode completar seus pensamentos em um único livro, não importando o quão extenso seja.
4. Adquira uma coleção grande e leia todos os volumes. Sim, invista nas obras de Martinho Lutero, Jonathan Edwards e outros. Estabeleça um projeto para si mesmo e leia toda a coleção. Gaste tempo nisso. Você ficará surpreso em ver que chegará mais longe do que espera, em menos tempo do que imagina.
5. Permita-se ler algo por entretenimento e aprenda a apreciar a leitura através de livros agradáveis. Gosto de muitas áreas da literatura, mas realmente amo ler biografias e obras históricas, em geral. Além disso, aprecio muito a ficção de qualidade e obras literárias conceituadas. Quando garoto, provavelmente descobri meu amor pela leitura através desse tipo de livro. Sempre que possível, separo algum tempo, a cada dia, para fazer esse tipo de leitura. Viva com um pouco de emoção.
6. Faça anotações em seus livros, sublinhe-os; mostre que são seus livros. Os livros são feitos para serem lidos e usados, e não colecionados e mimados. Abra uma exceção para aqueles livros raros dos antiquários, aqueles que são considerados tesouros por causa de sua antiguidade. Não deixe marcas de caneta em uma página antiga, nem use um marcatexto em um manuscrito. Invente o seu próprio sistema ou copie-o de alguém, mas aprenda a dialogar com o livro, com uma caneta na mão. Gostaria de escrever mais sobre este assunto, mas preciso continuar minhas leituras. Retornarei a ele mais tarde. Por agora: Tolle, lege!

Por: Albert Mohler Jr.
Original: Pensamentos sobre leitura; Copyright © Ministério Fiel 2008 Todos os direitos reservados
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Posted by Daniel Filho
0 Comments
Tag : devoção, devocional, estudo bíblico, leitura, livros, piedade, teologia, vida cristã

A Piedade e a Igreja - Joel Beeke

►


A pietas de Calvino não subsistia à parte das Escrituras ou da igreja. Pelo contrário, era fundamentada na Palavra e nutri­da na igreja. Embora tenha rompido com o absolutismo da Igreja de Roma, Calvino tinha um elevado ponto de vista sobre a igreja. "Se não preferimos a igreja a todos os outros objetos de nosso in­teresse, somos indignos de ser contados como membros da igreja", ele escreveu.

Agostinho dissera: "Aquele que se recusa a ter a igreja como sua mãe, não pode ter a Deus como seu Pai”. Calvino acrescentou: "Não há outra maneira de entrarmos na vida, se esta mãe não nos conce­ber em seu ventre, der-nos à luz, alimentar-nos em seu seio e, por último, não nos manter sob os seus cuidados e orientação, até que, despidos desta carne mortal, nos tornemos como os anjos". À parte da igreja, há pouca esperança de perdão dos pecados ou salvação, Calvino escreveu. Sempre é desastroso deixar a igreja.(1)

Calvino ensinava que os crentes estão enxertados em Cristo e sua igreja, pois o crescimento espiritual ocorre na igreja. A igreja é a mãe, educadora e nutridora de todo crente, visto que o Espírito Santo age na igreja. Os crentes cultivam a piedade por meio do Espí­rito Santo mediante o ministério de ensino da igreja, progredindo da infância espiritual à adolescência e à maturidade em Cristo. Eles não se graduam na igreja enquanto não morrem.(2) Essa educação vitalícia é oferecida numa atmosfera de piedade genuína, uma at­mosfera na qual os crentes cuidam uns dos outros em submissão à liderança de Cristo.(3) Essa educação encoraja o desenvolvimento dos dons e do amor uns dos outros, uma vez que somos "constrangidos a receber dos outros".(4)

O crescimento na piedade é impossível sem a igreja, porque a piedade é fomentada pela comunhão dos santos. Na igreja, os cren­tes "se unem uns aos outros na distribuição mútua dos dons".(5) Cada membro tem o seu próprio lugar e dons para serem usados no corpo.(6) Idealmente, todo o corpo usa esses dons em simetria e propor­ção, sempre reformando e desenvolvendo em direção à perfeição.(7)

A PIEDADE DA PALAVRA
A Palavra de Deus é central ao desenvolvimento da piedade no crente. A piedade genuína é uma "piedade da Palavra". O modelo relacional de Calvino explica como.

A verdadeira religião é um diálogo entre Deus e o homem. A parte do diálogo que Deus inicia é a revelação. Nisso, Deus vem ao nosso encontro, fala conosco e se nos torna conhecido na pre­gação da Palavra. A outra parte do diálogo é a resposta do homem à revelação de Deus. Essa resposta, que inclui confiança, adoração e temor reverente, é o que Calvino chama de pietas. A pregação da Palavra nos salva e nos preserva, enquanto o Espírito nos capaci­ta a apropriar-nos do sangue de Cristo e responder-Lhe com amor reverente. Por meio da pregação de homens dotados de poder pelo Espírito Santo, "a renovação dos santos se realiza, e o corpo de Cris­to é edificado", disse Calvino.(8)

A pregação da Palavra é o nosso alimento espiritual e o remédio para nossa saúde espiritual. Com a bênção do Espírito, os pastores são médicos espirituais que aplicam a Palavra à nossa alma, assim como os médicos terrenos aplicam remédio ao nosso corpo. Com a Palavra, esses médicos espirituais diagnosticam, prescrevem re­médios e curam doenças espirituais naqueles que estão contami­nados pelo pecado e pela morte. A Palavra pregada é um instru­mento para curar, limpar e tornar frutífera nossa alma propensa a enfermidades.(9) O Espírito, ou "o ministro interior", desenvolve a piedade usando o "ministro exterior" na pregação da Palavra. Con­forme disse Calvino, o ministro exterior "proclama a palavra falada, e esta é recebida pelos ouvidos", mas o ministro interior "comunica verdadeiramente a coisa proclamada... que é Cristo".(10)

Para desenvolver a piedade, o Espírito usa não somente o evan­gelho para produzir fé no profundo da alma dos seus eleitos, como já vimos, mas também a lei. A lei promove a piedade de três maneiras:

1. A lei restringe o pecado e promove a justiça na igreja e na socie­dade, impedindo que ambas cheguem ao caos.

2. A lei disciplina, educa, convence e nos move de nós mesmos para Jesus Cristo, o fim e o cumpridor da lei. A lei não pode nos levar a um conhecimento salvifico de Deus em Cristo. Pelo contrário, o Espírito Santo usa a lei como um espelho para nos mostrar nossa culpa, nos privar da esperança e trazer-nos ao arrependimento. Ela nos conduz à necessidade espiritual que gera a fé em Cristo. Esse uso convencedor da lei é essencial à pie­dade do crente, pois impede a manifestação da justiça própria, que é inclinada a se reafirmar até no mais piedoso dos santos.

3. A lei se torna a norma de vida para o crente. "Qual é a norma de vida que Deus nos outorgou?" Calvino pergunta no catecismo de Genebra. E responde: "A sua lei". Posteriormente, Calvino disse que a lei "mostra o alvo que devemos ter em vista, o objetivo que devemos perseguir; e que cada um de nós, de acordo com a medida de graça recebida, pode se esforçar para estruturar sua vida em harmonia com a mais elevada retidão e, por meio de es­tudo constante, avançar cada vez mais, ininterruptamente.(11)

Calvino escreveu a respeito do terceiro uso da lei na primeira edição de suas Institutas: "Os crentes... se beneficiam da lei porque dela aprendem mais completamente, cada dia, qual é a vontade do Senhor... Isto é como se um servo, já preparado com total disposi­ção de coração para se recomendar ao seu senhor, tivesse de des­cobrir e considerar os caminhos de seu senhor, para se conformar e se acomodar a estes. Além disso, embora sejam impulsionados pelo Espírito e mostrem-se dispostos a obedecer a Deus, os crentes ainda são fracos na carne e prefeririam servir ao pecado e não a Deus. Para a nossa carne, a lei é como uma chicotada em uma mula ociosa e obstinada, uma chicotada que a faz animar-se, levantar-se e dispor-se ao trabalho".(12)

Na última edição das Institutas (1559), Calvino é mais enfático a respeito de como os crentes se beneficiam da lei. Primeiramente, ele diz: "Este é o melhor instrumento para os crentes aprenderem mais completamente, a cada dia, a natureza da vontade do Senhor, a qual eles aspiram, e para confirmá-Los no entendimento dessa vontade". Em segundo, a lei faz o servo de Deus, "por meio de me­ditação freqüente, ser despertado à obediência, ser fortalecido na lei e restaurado de um caminho de transgressão". Calvino conclui que os santos devem prosseguir desta maneira, "pois o que seria menos amável do que a lei, com importunações e ameaças, atribular as almas com temor e as afligir com pavor?"(13)

O ponto de vista que considera a lei primariamente como um guia que estimula o crente a apegar-se a Deus e a obedecer-Lhe ilustra outra instância em que Calvino difere de Lutero. Para Lute­ro, a lei é primariamente negativa. Está ligada ao pecado, à morte e ao diabo. O interesse predominante de Lutero é o segundo uso da lei, o uso convencedor ― mesmo quando ele considerava o pa­pel da lei na santificação. Por contraste, Calvino entendia a lei como uma expressão positiva da vontade de Deus. Como disse John Hesselink: "O ponto de vista de Calvino podia ser chamado de deuteronômico, porque ele entendia que o amor e a lei não são contrários, e sim correlatos".(14) Para Calvino, o crente segue a von­tade de Deus, não motivado por obediência obrigatória, e sim por obediência agradecida. Sob a tutela do Espírito, a lei produz grati­dão no crente; e esta conduz à obediência amorosa e à aversão ao pecado. Em outras palavras, para Lutero o propósito primordial da lei era ajudar o crente a reconhecer e confrontar o pecado. Para Calvino, o propósito primário da lei era levar o crente a servir a Deus motivado por amor.(15)

_________________
Extraído do livro Vencendo o Mundo, Joel Beeke, Editora FIEL, pgs. 53-57
Notas:
1.Institutes. 4.1.1, 3-4. Ver também BEEKE, JoelR. Gloriouslhings of Thee Are Spoken: The Doctrine of the Church. In: KISTLER, Don (Ed.). Onward, christian soldiers: protestants affirm the church. Morgan, Pa.: Soli Deo Glory, 1999. p. 23-25.
2.Institutes.4.1.4-5.
3.Commentary, Salmos 20.10.
4.Commentary, Romanos 12.6.
5.Commentary, 1 Coríntios 12.12.
6.Commentary, 1 Coríntios 4.7.
7.Commentary, Efésios 4.12.
8.Commentary, Salmos 18.31; 1 Coríntios 13.12. Institutes, 4.1.5, 4.3.2.
9.Sermons ofM. John Calvin, on the Epistles ofS. Paule to Timothie and Titus (1579). L. T. (Trad.). Edinburgh: Banner of Truth Trust, 1983. Comentário em 1 Timóteo 1.8-11. Daqui para frente a nota dirá Sermon e citará o texto bíblico. Reimpressão fac-símilar.
10.REID, J. K. S. (Ed.). Calvin: theological treatises. Philadelphia:Westminster Press, 1954. p. 173. Ver também ARMSTRONG, Brian. lhe Role of the Holy Spirit in Calvin's Teaching on the Ministry. In: DEKLERK, P. (Ed.). Calvin and the Holy Spirit. Grand Rapids: Calvin Studies Society, 1989. p. 99-111.
11.BEVERIDGE, Henry; BONET, Jules (Eds.). Selected works of John Calvin: tracts and letters. Grand Rapids: Baker, 1983. 2:56,69. Reimpressão.
12.Institutes of the Christian religion: 1536 edition, p. 36.
13.Institutes. 2.7.12. Calvino extrai dos salmos de Davi grande apoio para esse terceiro uso da lei. Ver também Institutes 2.7.12 e Comentário no livro dos Salmos, Valter Martins (Trad.), Vol. 4. (São José dos Campos: Editora Fiel, prelo 2009).
14.HESSELINK, I. John. Law - lhird Use of the Law. In: McKIM, Donald K. (Ed.). Encyclopeadia of the reformed faith. Louisville:Westminster/ John Knox, 1992. p. 215-216. Ver também:- DoWEY JR., Edward A. Law in Luther and Calvin. Theology Today, 41.2 (1984).- HESSELINK, I. John. Calvin's concept of the law. Allison Park, Pa.:Pickwick, 1992. p. 251-262.
15.BEEKE, Joel; LANNING, Jay. Glad Obedience: The Third Use of the Law. In: KISTLER, Don. Trust and obey: obedience and the Christian. Morgan, Pa.: Soli Deo Gloria, 1996. p. 154-200.- GODFREY, W. Robert. Law and Gospel. In: FERGUSON, Sinclair B.; WRIGHT, David F.; PACKER, J. I. (Eds.). New dictionary of theology. Downers Grove, 111.: InterVarsity Press, 1988. p. 379.
sábado, 19 de abril de 2014
Posted by Daniel Filho
0 Comments
Tag : batalha cristã, devoção, Joel Beeke, piedade, santidade, santificação, vida cristã

Comunhão com Cristo - Dr. Joel Beeke

►

A doutrina de Calvino referente à união com Cristo, se não .é o ensino mais importante que inspira todo o seu pensamento e sua vida, é uma das características mais influentes de sua teologia e ética", escreveu David Willis-Watkins.

A RAIZ PROFUNDA DA PIEDADE: A UNIÃO MÍSTICA

Calvino não tencionava apresentar teologia como se esta fosse uma doutrina única. Seus sermões, comentários e obras teológicas estão repletos da doutrina da união com Cristo, a ponto de que esta se torna o foco da fé e da prática cristã. Calvino disse: "A união da Cabeça com os membros, a habitação de Cristo em nós — em resumo, a união mística — são tratadas por nós com o mais elevado grau de importância, de modo que Cristo, tornando-se nosso, nos faz, juntamente com Ele, participantes dos dons com os quais Ele foi dotado".

Para Calvino, a piedade está arraigada na união mística (unio mystica) do crente com Cristo; assim, essa união tem de ser nosso ponto de partida. Essa união se torna possível porque Cristo assumiu nossa natureza humana, enchendo-a com suas virtudes. A união com Cristo em sua humanidade é histórica, ética e pessoal, mas não essencial. Não há qualquer mistura grotesca de substâncias humanas entre Cristo e nós. No entanto, Calvino afirma: "Cristo não somente se une a nós por meio de um laço indivisível de comunhão, mas também cresce mais e mais em um corpo, conosco, por meio de uma comunhão maravilhosa, até que se torna completamente um conosco". Essa união é um dos grandes mistérios do evangelho. Por causa da fonte da perfeição de Cristo em nossa natureza, os piedosos podem extrair, pela fé, o que necessitarem para sua santificação. A carne de Cristo é a fonte da qual seu povo deriva sua vida e poder.


Se Cristo tivesse morrido e ressuscitado, mas não houvesse aplicado sua salvação aos crentes, visando à regeneração e à santificação deles, a sua obra teria sido ineficaz. A piedade mostra que o Espírito de Cristo está realizando em nós aquilo que já foi realizado em Cristo. Cristo ministra sua santificação à igreja por meio de seu sacerdócio real, de modo que a igreja possa viver piedosamente para Ele.

O pulso da teologia prática e da piedade de Calvino era a comunhão (communio) com Cristo. Isso envolve participação (participatio) nos benefícios de Cristo, que são inseparáveis da união com Ele.9 Essa ênfase já se achava evidente na Confessio Fidei de Eucharistia (1537), assinada por Calvino, Martin Bucer e Wolfgang Capito. Todavia, a comunhão com Cristo, para Calvino, não era moldada pela sua doutrina sobre a Ceia do Senhor. Pelo contrário, a sua ênfase na comunhão espiritual com Cristo ajudava-o a moldar o conceito a respeito desta ordenança.

De modo semelhante, os conceitos de communio e participatio ajudavam Calvino a moldar o seu entendimento quanto à regeneração, à fé, à justificação, à santificação, à segurança de salvação, à eleição e à igreja, visto que ele não podia falar sobre qualquer doutrina à parte da comunhão com Cristo. Esse é o âmago do sistema de teologia de Calvino.

O DUPLO VÍNCULO DA PIEDADE: O ESPÍRITO E A FÉ

A comunhão com Cristo se realiza tão-somente por meio da fé produzida pelo Espírito. É uma comunhão real, não porque os crentes participam da essência da natureza de Cristo, e sim porque o Espírito de Cristo une os crentes tão intimamente a Cristo, que eles se tornam carne de sua carne e osso de seus ossos. Do ponto de vista de Deus, o Espírito é o vínculo entre Cristo e os crentes. De nosso ponto de vista, a fé é o vínculo. Esses pontos de vista não se chocam, uma vez que uma das principais realizações do Espírito é produzir a fé em um pecador.

Somente o Espírito pode unir Cristo, no céu, com o crente, na terra. Assim como na encarnação, o Espírito uniu o céu e a terra, assim também na regeneração o Espírito faz o eleito elevar-se da terra à comunhão com Cristo no céu, trazendo-0 ao coração e ávida dos eleitos na terra. A comunhão com Cristo é sempre o resultado da obra do Espírito — uma obra maravilhosa e experiencial, mas incompreensível. O Espírito Santo é o vínculo que une o crente a Cristo, bem como o instrumento por meio do qual Cristo é comunicado ao crente. Conforme Calvino disse a Pietro Martire: "Crescemos juntamente com Cristo em um corpo. Ele compartilha conosco o seu Espírito; e, por meio das operações invisíveis do Espírito, Cristo se torna nosso. Os crentes recebem essa comunhão com Cristo ao mesmo tempo em que recebem o seu chamado. No entanto, dia a dia, eles crescem mais e mais nesta comunhão, à proporção que Cristo cresce no íntimo deles".

Calvino vai além de Lutero nesta ênfase sobre a comunhão com Cristo. Pois, ele enfatiza que, pelo Espírito, Cristo dá poder àqueles que estão unidos com Ele pela fé. Sendo "enxertados na morte de Cristo, derivamos dessa morte uma energia secreta, assim como o ramo extrai energia da raiz", escreveu Calvino. O crente "é energizado pelo poder íntimo de Cristo, de modo que podemos afirmar que Cristo vive e cresce nele, pois, assim como a alma dá vida ao corpo, assim também Cristo transmite vida aos seus membros".

À semelhança de Lutero, Calvino acreditava que o conhecimento é fundamental à fé. Esse conhecimento inclui a Palavra de Deus, bem como a proclamação do evangelho. Uma vez que a Palavra escrita é exemplificada na Palavra viva, Jesus Cristo, em quem se cumprem todas as promessas de Deus, a fé não pode ser separada de Cristo. A obra do Espírito não suplementa nem substitui a revelação das Escrituras, e sim a confirma. "Retire a Palavra, e não permanecerá fé alguma", disse Calvino.

A fé une o crente a Cristo por meio da Palavra, capacitando-o a receber Cristo, revelado no evangelho e oferecido graciosamente pelo Pai. Pela fé, Deus também habita no crente. Conseqüentemente, Calvino disse: "Não devemos separar Cristo de nós mesmos ou nós mesmos de Cristo", e sim participarmos dEle pela fé, pois isso "nos desperta da morte e nos torna uma nova criatura".

Pela fé, o crente possui a Cristo e cresce nEle. Além disso, o grau de sua fé, exercido mediante a Palavra, determina seu grau de comunhão com Cristo. "Tudo o que a fé deve contemplar é-nos revelado em Cristo", Calvino escreveu. Embora Cristo permaneça no céu, o crente que se distingue em piedade aprende, pela fé, a reter a Cristo tão firmemente, que Ele habita no íntimo desse crente. Pela fé, os piedosos vivem por aquilo que acham em Cristo, e não pelo que acham em si mesmos.

Para Calvino, a comunhão com Cristo flui da união com Cristo. Olhar para Cristo, a fim de obter segurança, significa ver a nós mesmos em Cristo. Como escreveu David Willis-Watkins: "A segurança de salvação é um conhecimento derivado, cujo foco permanece em Cristo unido ao seu corpo, a igreja, da qual somos membros".

A DUPLA PURIFICAÇÃO DA PIEDADE: JUSTIFICAÇÃO E SANTIFICAÇÃO

De acordo com Calvino, os crentes recebem de Cristo, pela fé, a "graça dupla" da justificação e da santificação, que juntas proporcionam uma purificação dupla. A justificação oferece pureza imputada, e a santificação, pureza atual.

Calvino define a justificação como "a aceitação com a qual Deus nos recebe ao seu favor como homens justos". Ele prossegue, afirmando: "Visto que Deus nos justifica por meio da intercessão de Cristo, Ele nos absolve pela imputação da justiça de Cristo, de modo que, não sendo justos em nós mesmos, somos reputados como justos em Cristo". A justificação inclui a remissão dos pecados e o direto à vida eterna.

Calvino considerava a justificação como uma doutrina central da fé cristã. Ele a chamou de "a coluna principal que sustenta o cristianismo", o solo do qual se desenvolve a vida cristã e a substância da piedade. A justificação não somente honra a Deus, por satisfazer as condições para a salvação, mas também oferece à consciência do crente "descanso pacífico e tranqüilidade serena". Conforme diz Romanos 5.1: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo". Isto é o âmago e a vida da piedade. Visto que os crentes são justificados pela fé, eles não precisam se preocupar com sua posição diante de Deus. Podem renunciar voluntariamente a glória pessoal e aceitar, dia a dia, a sua vida como um dom procedente das mãos do Criador e Redentor. Algumas batalhas diárias podem ser perdidas para o inimigo, mas Jesus Cristo venceu a guerra para os crentes.

A santificação se refere ao processo pelo qual o crente é conformado, cada vez mais, a Cristo, em seu coração, comportamento e devoção a Deus. A santificação é um refazer contínuo do crente, por meio do Espírito Santo; é a permanente consagração do corpo e da alma a Deus. Na santificação, o crente oferece-se a si mesmo como sacrifício a Deus. Isso não ocorre sem grandes lutas e progresso lento. Exige a limpeza da corrupção da carne e a renúncia do mundo. Exige arrependimento, mortificação e conversão diária.

A justificação e a santificação são inseparáveis, disse Calvino. Separar uma da outra é o mesmo que despedaçar a Cristo ou tentar separar a luz solar do calor que ela produz. Os crentes são justificados para adorar a Deus em santidade de vida.

FONTE: http://www.josemarbessa.com/
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Posted by Daniel Filho
0 Comments
Tag : consagração, devoção, Jesus, oração, piedade, santidade, vida cristã

Comece o dia em Oração - Por Edward M. Bounds

►



Os homens que mais fizeram para Deus neste mundo dobravam cedo seus joelhos. Aquele que joga fora o início da manhã, sua oportunidade e frescor, perseguindo outras coisas ao invés de buscar a Deus fará pobre progresso no sentido de buscá-lo o resto do dia. Se Deus não é o primeiro em nossos pensamentos e esforços pela manhã, Ele estará em último lugar no resto do dia.

Por trás do levantar cedo e cedo orar está o desejo ardente que nos preme no propósito de buscar a Deus. O sono profundo pela manhã é indício de um coração em sono profundo. O coração que é tardo em buscar a Deus pela manhã perdeu seu prazer por Deus. O coração de Davi ardia por buscar a Deus. Ele tinha fome e sede de Deus, e por isso ele buscou a Deus cedo, antes da luz do dia. A cama e o sono não puderam encarcerar sua alma em sua ânsia por Deus. Cristo almejou comunhão com o Pai; e por isso levantava-se muito antes que fosse dia, e ia ao monte orar. Os discípulos, quando completamente despertos e envergonhados de sua indolência, sabiam onde encontrá-lo. Nós poderíamos seguir a lista dos homens que impactaram poderosamente o mundo para Deus, e iríamos encontrá-los buscando-o logo cedo.

Um desejo por Deus que não quebra as cadeias do sono é algo fraco e fará muito pouco por Ele depois que tiver satisfeito completamente a si mesmo. O desejo por Deus que mantém a distância tanto o diabo quanto o mundo no início do dia nunca será escravizado.
Não é simplesmente o levantar que põe os homens à frente e os faz capitães nas hostes de Deus, mas é o desejo ardente que os instiga e quebra todas as cadeias da auto-indulgência. Mas o levantar-se traz alento, aumento, e força ao desejo. Se eles estivessem deitados na cama agradando a si mesmos, o desejo teria se extinguido. O desejo é o que os desperta e os faz curvar-se perante Deus, e isto atendendo e agindo em resposta à sua fé; aproximam-se de Deus e seus corações recebem a mais doce e completa revelação dEle; e esta força de fé e abundância de revelação os faz santos por eminência, e o halo de sua santidade chega a nós, e entramos no gozo de suas conquistas. Nos deleitamos com isto, mas não o executamos. Nós construímos suas tumbas e escrevemos seus epitáfios, mas não cuidamos em seguir seus exemplos.

Precisamos de uma geração de pregadores que busque a Deus e o busque cedo, que dê o frescor e o orvalho dos esforços a Deus, e assegure de volta o frescor e a abundância do Seu poder; que Deus possa ser para eles como o orvalho, pleno de alegria e força, através de todo o calor e labor do dia. Nossa preguiça por Deus é nosso lamentável pecado. Os filhos deste mundo são mais sábios do que nós. Eles estão nisto cedo e tarde. Nós não buscamos a Deus com ardor e diligência. Nenhum homem busca a Deus e não o segue firme, e nenhuma alma que o segue firme não o busca cedo pela manhã.
_________
Edward Bounds McKendree foi preparado para ser advogado, mas em vez de seguir a carreira jurídica, entrou para o ministério com vinte e poucos anos. Em 1859 ele foi ordenado como pastor da Igreja Metodista Monticello em Missouri. Bounds foi capelão no exército confederado durante a Guerra Civil Americana. Ele foi capturado pelo Exército da União, em Franklin, Tennessee, e mais tarde libertado. Após a sua libertação, ele se esforçou para reconstruir o estado espiritual de Franklin, iniciando sessões semanais de oração. Bounds foi editor adjunto do jornal oficial Metodista, o Advogado Cristão, e é mais conhecido por seus inúmeros livros sobre o tema da oração. Como a respiração é uma realidade física para nós, a oração era uma realidade vital para Bounds.
Posted by Daniel Filho
0 Comments
Tag : devoção, oração, piedade, vida cristã

A Séria Alegria da Oração Cristã - Richard T. Zuelch

►

A Séria Alegria da Oração Cristã

Clique na imagem para AMPLIAR
A Séria Alegria da Oração Cristã
Richard T. Zuelch

De acordo com o falecido Herbert Lockyer, Sr. (1886-1984), em seu livro de 1959 Todas as Orações na Bíblia, há, excluindo os Salmos, 650 claras orações na Bíblia, 450 das quais têm claras respostas registradas a elas. Incluindo os Salmos (que são todas realmente orações) há um total de 800 orações nas Escrituras.

A Bíblia, portanto, está saturada de oração. As muitas pessoas piedosas que são achadas nas páginas dos Escritos Sagrados instintivamente olham para Deus a fim de suprir suas necessidades diárias, acalmar seus temores, vingá-los de seus inimigos e providenciar salvação do pecado. Isto acontece apenas pela graça de Deus o Pai, através do Senhor Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo.

Como crentes, nós também deveríamos viver vidas impregnadas de oração. Contudo, nós, às vezes, oramos baseados em condições. Isto é algo que nosso Senhor, durante sua vida terrena, nunca fez. Nós freqüentemente esquecemos como é precioso o dom que Deus nos deu ao prometer aos seus filhos ouvir nossas orações. A fé deveria nos levar ao trono da graça em oração. Como Calvino escreveu uma vez, “a fé não é verdadeira, a menos que assevere e traga à mente o mais doce nome do Pai – e mais, a menos que abra nossa boca para livremente clamar: “Abba, Pai” (Gl 4:6; Rm 8:15) (Institutas 3:13:15).

Há vários princípios vitais que a Bíblia nos ensina a lembrar acerca da oração. Será produtivo que os lembremos.

Oração é algo ordenado por Deus para o crente
Oração não é uma atividade opcional na vida cristã. Ela é, juntamente com a própria Escritura, nosso elo com Deus. Assim como Deus nos fala através das páginas da Bíblia, ao lermos e estudarmos, assim Ele nos ordena a falar a Ele em oração. No Sermão do Monte (Mt 5:3-7:27) nosso Senhor presumiu que a oração deveria ser parte da vida do crente: “E quando orardes ...” (Mt 6:5-7, 9). O apóstolo Paulo nos diz que a oração constante é a ‘vontade’ de Deus para nós (1 Tss 5:17-18). O escritor aos hebreus pediu a seus leitores que orassem por ele (Hb 13: 18). Tiago nos informa que “a oração do justo” tem muita utilidade aos olhos de Deus (Tg 5:13, 16).

O cristão não pode viver sem oração mais do que pode viver ser respirar ou comer. Muitas vezes, nosso Senhor esteve acordado a noite inteira em oração diante do Pai. Se Ele mesmo achou que oração era uma necessidade vital em Sua vida, quão mais deveria um crente inclinar-se no peito de seu Pai celeste em oração? Deus nos convida a ter comunhão com Ele, a fim de que possa nos abençoar.

Nós dedicamos a oração a um Deus Santo
As Escrituras no lembram que Deus é, acima de tudo, santo (Lv 11:45). Ele é inexplicavelmente santo em todos os Seus atributos e em todas as Suas ações. Do início da criação à consumação de todas as coisas, tudo que Deus é e faz demonstra a pureza de Sua absoluta santidade. “Profira a minha boca louvores ao Senhor, e toda carne louve o seu Santo nome para todo o sempre.” (Sl 145:21)

Conseqüentemente, as orações que Lhe dedicamos não devem ser expressas ligeiramente. O tempo que uma pessoa se prostra diante do trono da graça não é uma ocasião para leviandade. Nós devemos entrar na presença de Deus sabedores de que, conquanto Ele seja nosso Pai celeste que ama seus filhos encarecidamente, Ele também é o Todo-Poderoso Senhor do Universo, o qual exige ser tratado com o máximo respeito e dignidade. Isto não quer dizer que nós devamos nos aproximar dEle com temor acovardado, pois “o perfeito amor lança fora o medo” (1 Jo 4:18).

Entretanto, devemos nos lembrar que a oração é um rico privilégio dado a nós pela graça do Salvador que sofreu a morte por nós. Não podemos de forma alguma abusar dela ou ser frívolos com ela. O Deus santo espera que nos aproximemos com uma atitude de séria alegria em nossas orações.

A oração é, essencialmente, trinitariana
O cristão ora no poder habilitador de Deus o Santo Espírito, que torna apropriado, como é Seu privilégio, a obra expiatória de Deus o Filho, o qual, sozinho, lhe dá acesso ao trono de Deus o Pai.

A aproximação de Deus o Pai pode ser feita unicamente através de Deus o Filho, o Senhor Jesus Cristo (Jo 14:16). No mesmo capítulo do evangelho de João, Jesus enfatiza Sua unidade essencial com o Pai (7, 11). Logo depois, nós aprendemos que o Espírito Santo é dado aos crentes pelo Pai a pedido do Filho (16-17). Então, todas as três Pessoas da Trindade estão envolvidas na obra da oração.

Embora não haja nada nas Escrituras contra orar de forma particular a qualquer das Pessoas da Trindade, é geralmente conhecido que a oração é normalmente dirigida a Deus o Pai. Como autor do plano da salvação, é ao Seu trono que devemos nos aproximar em reverência e santo temor (Is 6). Por causa da expiação vicária efetuada por Seu Filho, Ele está sempre disposto a ouvir as orações fervorosas dos crentes aos aproximarem-se dEle em doce comunhão.

Nós podemos nos dirigir ao Pai através dos méritos de Seu Filho, e unicamente por Ele (Jo 14:6). Charles Haddon Spurgeon, em um sermão em Lucas 11:9-10 disse: “Nunca houve uma verdadeira oração dedicada a Ele que não foi ouvida. As orações mais aceitáveis em seu nível mais elevado chegam a Ele pelo caminho dos ferimentos de Cristo.”

Como a Pessoa que aplica a grande salvação de Deus aos eleitos em regeneração e conversão, o Espírito Santo energiza as orações a serem dedicadas. Em Sua onisciência, Ele é perfeitamente familiar com a profundidade de nossos espíritos e com a santa vontade de nosso Pai (Rm 8:26-27). Quando nos faltam palavras, Ele sabe imediatamente como orar por nós. Ele sabe como compor orações de modo que sejam aceitáveis ao Pai das luzes. Nós podemos descansar no conhecimento de que a oração sincera do coração do crente não será desprezada pelo Pai, que nos convida a que Lhe falemos.

Adoração é um elemento integral da oração
“Louva, ó minha alma, ao Senhor. Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu viver” (Sl 146:1-2). “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lucas 1:46-47).

Muitos cristãos, seja por ignorância da natureza da oração ou por egoísmo, presumem que o propósito da oração é “conseguir coisas de Deus”. Na verdade, encontramos um livro sobre oração , escrito por um americano, John Richard Rice [1895-1980], no qual ele proclama que oração é somente pedir coisas a Deus. Louvor, ações de graças, ou adoração, para ele, aparentemente não constituem a oração. Pedir nunca deve ser o foco único da oração. Adorar é um grande privilégio. O crente passará a eternidade empenhado na adoração a Deus. É necessário, portanto, que devotemos muito de nossa atenção na oração, seja individual ou corporativa, pensando na adoração e louvor devidos a Deus.

Nenhuma outra atividade engajada pelo cristão pode trazer tal bênção para nossas almas como a adoração. Nenhum outro exercício que o cristão possa experimentar tem igual efeito sobre seu entendimento do ser e natureza de Deus. É santificador estar na presença de Deus e glorificar Seu nome. Nada mais que o cristão possa fazer edifica sua mente e coração como curvar os joelhos diante de Deus e conhecer sua presença soberana. Quando a adoração a Deus é feita de forma reverente e espiritual, o crente conhece a comunhão com Deus de uma forma maravilhosa.

Nós com freqüência não sabemos sobre o que devemos orar e, mesmo quando sabemos, nós oramos com motivos mistos.
 Um de nossos textos guias aqui é Deuteronômio 29:29: “As cousas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus; porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” Se nós não entendemos as “coisas secretas” que são conhecidas apenas pelo Todo-Poderoso Deus, quão menos entendemos o próprio Deus? O Espírito Santo reside dentro dos crentes para nos ajudar a orar (Rm 8:26-27).

Nós precisamos da ajuda do Espírito para superar nossas tendências pecaminosas. Nós não oramos como deveríamos, em parte, por causa de nossos motivos mistos. Muito de nossas orações é egoísta e egocentricamente orientado, devido ao fato de nosso pecado ser constantemente insistente, mesmo quando fazemos nosso maior esforço para nos concentrarmos apenas em Deus durante nosso tempo de oração. Estamos sendo constantemente arrastados pelo pecado dentro de nós. O Espírito Santo nos ajuda aqui também.

Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades, mas não necessariamente todos os nossos desejos
“Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca. ... Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida” (Sl 54:2,4). “Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá: jamais permitirá que o justo seja abalado” (Sl 55:22).

Estas Escrituras testificam o fato de que Deus graciosamente sustenta seus necessitados filhos ao ser procurado por eles em oração. Entretanto, isto acontece quando procuramos as prioridades de Deus e não as nossas próprias. Nós temos que discordar daqueles que pertencem ao movimento do “confissão positiva”. Estes insistem que Deus é obrigado a dar aos cristãos qualquer coisa que Lhes peçam!

É ao nos humilharmos perante Ele que Ele prometeu suprir nossas necessidades. E, embora nossas necessidades, legítimas como criaturas, sejam graciosamente abastecidas por Deus, Ele está, em última instância, muito mais interessado em nossas necessidades e bem-estar espirituais. Pois nós precisamos principalmente de salvação e santificação. Nós precisamos aprender os caminhos de Deus e como segui-los. Nós precisamos nos preparar para a eternidade. Nós precisamos experimentar o perdão de Deus (João 13:10) e aquele íntimo relacionamento com Ele que a obediência à Sua Palavra fornecerá.

Muitos crentes têm testificado, ao olharem para trás em suas vidas desde a conversão, de que têm razão em agradecer a Deus por não ter Ele respondido muitas de suas orações egoístas. Eles têm visto, em retrospectiva, a sabedoria dos caminhos de Deus e têm aprendido como orar mais biblicamente de modo a glorificar a Deus e edificar os santos.

Vamos seguir seus exemplos, pedindo que nos seja dado mais do Espírito de Deus para nos dirigir, de modo a vermos nossas verdadeiras necessidades.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Posted by Daniel Filho
0 Comments
Tag : devoção, oração, santidade, vida cristã

A necessidade da Oração - Pr. John McAlister

►

Nesta exposição de Mateus 6:5 a 15

o Pr. John McAlister enfatiza a necessidade de orar, e desfrutar da presença de Deus. Devemos conhecer a Deus de Verdade, precisamos orar. Para baixar a precação siga a instruções logo abaixo: 
Ouvir agora | Abrir em um Popup |

DOWNLOAD DA MENSAGEM
( Instruções:
clique acima com o botão direito do mouse em salvar como )
Posted on domingo, 16 fevereiro, 2014 in Mensagens, Pr. John McAlister

Fonte:http://www.icnvcatedral.com.br/novo/?p=1633
Posted by Daniel Filho
0 Comments
Tag : áudio, conferência, consagração, devoção, oração, santificação, vida cristã
Artigos Anteriores HOME

Facebook

Mais Acessados

  • A Luta Contra o Pecado - Clodoaldo Machado
    Quando aconteceu nossa conversão, imediatamente fomos colocados num campo de batalha. Iniciamos uma guerra que seguirá até o fim de nossa...
  • A Devoção Cristã num Tempo de Mudanças - Franklin Ferreira
    A Devoção Cristã num Tempo de Mudanças                                  Franklin Ferreira, 19  de Fevereiro de 2014 - Vida Cristã. ...
  • Davi e suas formas de Resolver problemas - Samuel Rindlisbacher
    Todos nós lutamos com diversos problemas e dificuldades – seja na vida profissional ou em nossas famílias e casamentos. Inúmeras pessoas ...
  • Comece o dia em Oração - Por Edward M. Bounds
    Os homens que mais fizeram para Deus neste mundo dobravam cedo seus joelhos. Aquele que joga fora o início da manhã, sua oportunida...
  • Como o prazer Cristão transforma a batalha contra o mal - John Pipper
    O  BlogFiel  traduziu um vídeo de John Piper onde este explica como a alegria, o Prazer Cristão, transforma nossa batalha contra o m...
  • A Importância do Culto Público - David Clarkson (1622-1686)
    Os Puritanos – Culto público ou privado? Ninguém jamais ensinou sobre piedade pessoal como os Puritanos. Foi uma geração de gigante...
  • O Efeito do Temor Piedoso » Stephen Yuille
    Nesta mensagem o Pr. Stephen Yuille continua a abordar a questão do temor a Deus e da luta do cristão no seu enfrentamento diário a duas ...
  • Como faço para vencer desejos pecaminosos? – R. W. (Bob) Glenn
    A santificação é um processo lento e difícil e muitas vezes caímos. Então, em vez de ficar dando a desculpa de que “a carne é fraca”, co...
  • 6 Sugestões para aprimorar sua leitura
    1.  Mantenha projetos regulares de leitura. Organizo minhas estratégias de leitura em seis categorias: teologia, estudos bíblicos, vida n...
  • Trocando uma resolução radical por 10000 pequenas decisões por Paul Tripp
    Já contei várias vezes a história do dia em que estava conversando impacientemente com a minha esposa em uma manhã de Domingo, quando me...

Minha lista de blogs

  • Venha Reconhecer
    Perdido dentro da igreja - Hernandes Dias Lopes

Seguidores

Inscrever-se

Postagens
Atom
Postagens
Comentários
Atom
Comentários

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Wikipedia

Resultados da pesquisa

Tradutor

Assuntos

  • áudio
  • batalha cristã
  • Carta de Jonathan Edwards
  • clodoaldo machado
  • conferência
  • consagração
  • Cristo
  • culto público
  • David Clarkson
  • devoção
  • devocional
  • estudo bíblico
  • Franklin Ferreira
  • habitos
  • habitos pecaminosos
  • humildade
  • Jesus
  • Joel Beeke
  • John Piper
  • John Pipper
  • Jonathan Edwards
  • leitura
  • livros
  • luta
  • luta contra o pecado
  • marcelo maia
  • meios de graça
  • mistério da piedade
  • mortificação
  • novo nascimento
  • oração
  • Paul Tripp
  • pecado
  • perseverança
  • piedade
  • prazer cristão
  • puritanos
  • R.W Bob Glenn
  • regeneração
  • Resoluções
  • santidade
  • santificação
  • temor
  • tentação
  • teologia
  • vida cristã
  • vídeos
  • Wolfgang Bühne

Arquivo

  • ▼  2014 (26)
    • ▼  dezembro (1)
      • A Luta Contra o Pecado - Clodoaldo Machado
    • ►  junho (1)
    • ►  abril (6)
    • ►  março (2)
    • ►  fevereiro (16)
Tecnologia do Blogger.

Indicações

  • Davi e suas formas de Resolver problemas
  • Como o prazer Cristão transforma a batalha
  • A devoção Cristã em um tempo de mudanças
  • Comece o dia orando

Pesquisar este blog

Inscrever-se

Postagens
Atom
Postagens
Comentários
Atom
Comentários

- Copyright © A Batalha Cristã -Djogan- Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -